Eu sou as minhas cidades.
Minha mineirice é de nascimento. Vi a luz e dei os primeiros passos em Passos, Minas Gerais. Cresci um pouquinho em Minas e o resto em São Paulo.
Meus primeiros inesquecíveis são paulistanos: o dente que caiu, Ana primeira professora da primeira escola... Monteiro Lobato no primeiro de muitos livros...
1º sutian, 1º emprego, 1º namorado, 1º amor, 1º arrepio, 1ª desilusão...
1º filho concebido e gestado em Brasília, nascido em São Paulo
Em Brasília ganhei maturidade, constitui família, profissão.
Meus pedaços se encaixam juntando o que vivi nestas três cidades. Só assim me completo e sou inteira.
Fui forjada, moldada e mudada por minhas cidades.
Em Passos sou a menina, São Paulo adolescente, em Brasília sou a Mulher.
Em Passos minha casa é da minha avó, em São Paulo minha casa é da minha mãe em Brasília minha casa é minha.
Minas é o gosto, São Paulo o cheiro, Brasília a cor.
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
ELE É O CARA...
O que dizer do ano que agonizou há poucas horas ou do novo ano que se inicia?
Lembrar das conquistas?
Lamentar o que não conseguimos realizar?
Tentar novamente realizar tudo que não conseguimos?
Ter a esperança renovada?
Prometer novas atitudes?
Cada final ou início de ano é sempre propício a divagações deste tipo.
Hoje, no primeiro dia de 2011, além de ter renovada a minha esperança para que ano que se inicia seja sempre melhor que o anterior, renovo também minha esperança no governo do meu país.
Lula, entre outras coisas, possibilitou que o país seja governado a partir de hoje, pela primeira vez, por uma mulher.
Desejo que todas as coisas que deram certo no governo Lula sejam estímulos para que Dilma realize um governo tão bom quanto o anterior.
E que todos acontecimentos envolvendo corrupção de pessoas ligadas ao governo,sejam repudiados e punidos com rigor.
Em homenagem ao homem carismático que a partir de hoje é ex Presidente do Brasil e que escreveu um capítulo importante da nossa história um vídeo que descobri aqui.:
Lembrar das conquistas?
Lamentar o que não conseguimos realizar?
Tentar novamente realizar tudo que não conseguimos?
Ter a esperança renovada?
Prometer novas atitudes?
Cada final ou início de ano é sempre propício a divagações deste tipo.
Hoje, no primeiro dia de 2011, além de ter renovada a minha esperança para que ano que se inicia seja sempre melhor que o anterior, renovo também minha esperança no governo do meu país.
Lula, entre outras coisas, possibilitou que o país seja governado a partir de hoje, pela primeira vez, por uma mulher.
Desejo que todas as coisas que deram certo no governo Lula sejam estímulos para que Dilma realize um governo tão bom quanto o anterior.
E que todos acontecimentos envolvendo corrupção de pessoas ligadas ao governo,sejam repudiados e punidos com rigor.
Em homenagem ao homem carismático que a partir de hoje é ex Presidente do Brasil e que escreveu um capítulo importante da nossa história um vídeo que descobri aqui.:
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tirando a poeira
Sem tempo para escrever, nem pra visitar os amigos, este espaço ficou cheio de poeira e teias de aranha.
Enquanto abro as janelas e faço a faxina escuto Taiguara.
E na semana que comemoramos ( se é que existe algo a comemorar) o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, destaco que hoje a minha pele já não tem cor.
Teu sonho não acabou
Taiguara
Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem que eu sou criança não sei fingir
Eu preciso, eu preciso de você
Ah! Eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você
Lá onde eu estive o sonho acabou
Cá onde eu te reencontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender
Que eu preciso...
Só feche o seu livro quem já aprendeu
Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube a sombra, não sabe a luz
Vem não perde o amor de quem te conduz
Eu preciso...
Nós precisamos, precisamos sim
Você de mim, eu de você.
Enquanto abro as janelas e faço a faxina escuto Taiguara.
E na semana que comemoramos ( se é que existe algo a comemorar) o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, destaco que hoje a minha pele já não tem cor.
Teu sonho não acabou
Taiguara
Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem que eu sou criança não sei fingir
Eu preciso, eu preciso de você
Ah! Eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você
Lá onde eu estive o sonho acabou
Cá onde eu te reencontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender
Que eu preciso...
Só feche o seu livro quem já aprendeu
Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube a sombra, não sabe a luz
Vem não perde o amor de quem te conduz
Eu preciso...
Nós precisamos, precisamos sim
Você de mim, eu de você.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
MULHER
Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.
Creio na força imanente
que vai gerando a família humana,
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana,
na superação dos erros
e angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar."
Cora Coralina
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.
Creio na força imanente
que vai gerando a família humana,
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana,
na superação dos erros
e angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar."
Cora Coralina
quarta-feira, 19 de maio de 2010
COISAS DA BEBELA
Quando a Isabela estava com 2 anos e dez meses escrevi algumas coisinhas que ela dizia.
Só se passaram 7 meses e já estou morrendo de saudade:
I
_Mamãe, você tá brava?
_ Não.
_ Tá sim, você tá assim (franzindo a testa).
E você tá olhando pro chão.
II
_Mamãe, você me empresta seu óculos?
Na curiosidade, empresto só pra observar.
Ela pega uma parte do jornal que estou lendo, senta-se no chão com o jornal entre as pernas e começa a “ler”.
Dá uma paradinha, tira o óculos, limpa a lente na barra da camiseta que está usando e retorna à leitura.
III
Moramos relativamente perto do aeroporto e da janela do quarto é possível observar os aviões na rota de pouso.
O pai costuma faz uma brincadeira com ela: quando passa um avião pequeno é dela e quando é grande, dele.
Um dia ela me inclui na brincadeira.
Ao avistar um avião diz que é meu, logo depois deve ter se arrependido e diz que é dela. Quuando retruco dizendo que ela havia me dado, argumenta que tinha só me emprestado.
IV
Ontem Bebela viu um helicóptero e gritou toda entusiasmada:
_ Olha mamãe, um copicópto.
_ Depois de rir da sua pronúncia tento repetir a palavra corretamente para ela.
Bebela me dá uma risadinha, como se perguntasse:
_ E você acha que eu vou conseguir falar isso?
V
Dos erres da Bebela:
Rorelha ( orelha)
Reral ( real)
Rerlaro ( Arrelaro)
Ramário ( armário)
VI
De repente Bebela me olha e dispara:
_Você não é mamãe, você é Silvia!
VII
Ao ver uma lata de cerveja Caracu Bebela dispara:
_ Mamãe o boi tá bravo!!
_ Por que Belinha?
Ele tá assim (imitando uma testa franzida).
Só se passaram 7 meses e já estou morrendo de saudade:
I
_Mamãe, você tá brava?
_ Não.
_ Tá sim, você tá assim (franzindo a testa).
E você tá olhando pro chão.
II
_Mamãe, você me empresta seu óculos?
Na curiosidade, empresto só pra observar.
Ela pega uma parte do jornal que estou lendo, senta-se no chão com o jornal entre as pernas e começa a “ler”.
Dá uma paradinha, tira o óculos, limpa a lente na barra da camiseta que está usando e retorna à leitura.
III
Moramos relativamente perto do aeroporto e da janela do quarto é possível observar os aviões na rota de pouso.
O pai costuma faz uma brincadeira com ela: quando passa um avião pequeno é dela e quando é grande, dele.
Um dia ela me inclui na brincadeira.
Ao avistar um avião diz que é meu, logo depois deve ter se arrependido e diz que é dela. Quuando retruco dizendo que ela havia me dado, argumenta que tinha só me emprestado.
IV
Ontem Bebela viu um helicóptero e gritou toda entusiasmada:
_ Olha mamãe, um copicópto.
_ Depois de rir da sua pronúncia tento repetir a palavra corretamente para ela.
Bebela me dá uma risadinha, como se perguntasse:
_ E você acha que eu vou conseguir falar isso?
V
Dos erres da Bebela:
Rorelha ( orelha)
Reral ( real)
Rerlaro ( Arrelaro)
Ramário ( armário)
VI
De repente Bebela me olha e dispara:
_Você não é mamãe, você é Silvia!
VII
Ao ver uma lata de cerveja Caracu Bebela dispara:
_ Mamãe o boi tá bravo!!
_ Por que Belinha?
Ele tá assim (imitando uma testa franzida).
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Mas eu
Mas Eu
Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água.
Álvaro de Campos
Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água.
Álvaro de Campos
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Autor: Cecília Meireles
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Autor: Cecília Meireles
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulher e guerreira
Todo dia tudo sempre tão igual.
Acordar às 5:30 da manhã.
Tomar banho e me arrumar.
Chamar a Carol.
Preparar o café da manhã.
Comprar o pão quentinho na padaria da esquina.
Chamar a Juliana.
Preparar a bolsa da Isabela.
Preparar o chá para o Lucas.
Apressar as meninas de 5 em 5 minutos.
Tomar o café apressadamente.
Uma beijoca no marido, que reclama do barulho que fazemos antes de sair.
Sair quase que atrasada.
Deixar a Isabela na Dona Maria.
Deixar a Jú na escola.
A Carol estuda na mesma escola que trabalho.
Dar 6 aulas, começando às 7 e saindo às 12.
Esperar meia hora pelo horário da pegar a Jú.
Comer a comidinha praparada pelo marido.
Voltar pro trabalho às 2 da tarde, carregando a Jú que vai pra capoeira e natação.
Voltar pra casa pegando a Isabela ás 5 horas.
Preparar lanche pra criançada.
Lavar a louça, roupa.
Quase não ver o Lucas, filhote mais velho, porque quando eu saio ele está dormindo e quando ele chega eu estou dormindo.
Ler um livro que quase não consigo terminar pela falta de tempo.
Assistir televisão com maridão.
Tomar um banho e dormir.
Descansar porque amanhã tem que fazer tudo de novo.
No meio desta rotina, ser mãe, esposa, profissional, enfermeira pra curar o dodói da Isabela, ser psicóloga pra entender esta fase complicada da adolesceência do Lucas e da Carol. Mediar as brigas da Juliana e Isabela.
Enfim ser mulher, ser guerreira, compalheira.
Desempenhar múltiplos papéis.
Como tantas Silvias, Romas, Janes, Zetes, Solanges, Sandras, Cleides, Denises, Veras e tantas outras que não haveria espaço para nomear.
Todas mães, irmãs, tias, cunhadas, amigas.
Todas mulheres.
Parabéns pra nós porque merecemos!
Acordar às 5:30 da manhã.
Tomar banho e me arrumar.
Chamar a Carol.
Preparar o café da manhã.
Comprar o pão quentinho na padaria da esquina.
Chamar a Juliana.
Preparar a bolsa da Isabela.
Preparar o chá para o Lucas.
Apressar as meninas de 5 em 5 minutos.
Tomar o café apressadamente.
Uma beijoca no marido, que reclama do barulho que fazemos antes de sair.
Sair quase que atrasada.
Deixar a Isabela na Dona Maria.
Deixar a Jú na escola.
A Carol estuda na mesma escola que trabalho.
Dar 6 aulas, começando às 7 e saindo às 12.
Esperar meia hora pelo horário da pegar a Jú.
Comer a comidinha praparada pelo marido.
Voltar pro trabalho às 2 da tarde, carregando a Jú que vai pra capoeira e natação.
Voltar pra casa pegando a Isabela ás 5 horas.
Preparar lanche pra criançada.
Lavar a louça, roupa.
Quase não ver o Lucas, filhote mais velho, porque quando eu saio ele está dormindo e quando ele chega eu estou dormindo.
Ler um livro que quase não consigo terminar pela falta de tempo.
Assistir televisão com maridão.
Tomar um banho e dormir.
Descansar porque amanhã tem que fazer tudo de novo.
No meio desta rotina, ser mãe, esposa, profissional, enfermeira pra curar o dodói da Isabela, ser psicóloga pra entender esta fase complicada da adolesceência do Lucas e da Carol. Mediar as brigas da Juliana e Isabela.
Enfim ser mulher, ser guerreira, compalheira.
Desempenhar múltiplos papéis.
Como tantas Silvias, Romas, Janes, Zetes, Solanges, Sandras, Cleides, Denises, Veras e tantas outras que não haveria espaço para nomear.
Todas mães, irmãs, tias, cunhadas, amigas.
Todas mulheres.
Parabéns pra nós porque merecemos!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Dia de Sempre
Para o ano letivo que se inicia uma poesia de Mario Quintana.
Esperança renovada a cada dia.
Canção do Dia de Sempre
(Mário Quintana)
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
Esperança renovada a cada dia.
Canção do Dia de Sempre
(Mário Quintana)
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Tirando ó pó
Sabe como é:
Férias... Isabela exigindo atenção constante,Jú naquela fase de não querer mais brincar com a irmã, Carol namorando e sem querer ajudar em nada.
Enquanto descanso carrego pedra...
E este canto ficou entregue às moscas, juntou teia, poeira.
Mas enfim voltei, vou fazer uma limpeza rápida e nos encontramos para uma prosa,um café, uma música ou poesia porque ninguém é de ferro.
Férias... Isabela exigindo atenção constante,Jú naquela fase de não querer mais brincar com a irmã, Carol namorando e sem querer ajudar em nada.
Enquanto descanso carrego pedra...
E este canto ficou entregue às moscas, juntou teia, poeira.
Mas enfim voltei, vou fazer uma limpeza rápida e nos encontramos para uma prosa,um café, uma música ou poesia porque ninguém é de ferro.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Receita de ano novo
A todos os amigos reais e virtuais:
Que 2010 seja cheio de realizações pessoais e profissionais!!!!!
Seguindo a receita de ano novo de Carlos Drummond de Andrade:
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Que 2010 seja cheio de realizações pessoais e profissionais!!!!!
Seguindo a receita de ano novo de Carlos Drummond de Andrade:
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Microcontos
Contando contos em até 140 caractéres:
1º) A testemunha ocular era cega, não viu, não ouviu nem falou nada. O estrupador gabando-se da impunidade, falou demais. Padeceu do seu crime.
2º) O brilho da decoração de natal, refletidos nos olhos do menino, fazem-no esquecer da dor da fome apertando em suas tripas.
3º) No cartão postal desgastado pelo tempo, mais que lembranças de um lugar, uma ilusão momentânea do que poderia ter sido se fosse diferente.
4º) Em dia de pesca magra, Pescador de Ilusões recolhe a rede cedo. Nenhum sonho, nem música ou poesia. E torcer pra Deus dar bom tempo amanhã.
5º) Na fauna diversificada da quadra de esportes os alunos convivem com um casal de quero quero e os quatro filhotes. Rasantes e gritaria.
6º) Um conto com toques contados: Toc, Toc. _ Quem toca? _ Nem te conto. _Se toca, não quero contato. Vá, leva tua vida que a minha vou tocando!
7º) Aos 2 anos o passado do verbo é conjugado conforme a lógica: _Isabela você tem que ir pra escola. A resposta: _Não mamãe já iu!
8º)Ultrapassando os limites do twitter, da rodovia e dos decibéis,o corpo gira 180°. Dançando e girando. À girar só (rindo). Que maravilha!
1º) A testemunha ocular era cega, não viu, não ouviu nem falou nada. O estrupador gabando-se da impunidade, falou demais. Padeceu do seu crime.
2º) O brilho da decoração de natal, refletidos nos olhos do menino, fazem-no esquecer da dor da fome apertando em suas tripas.
3º) No cartão postal desgastado pelo tempo, mais que lembranças de um lugar, uma ilusão momentânea do que poderia ter sido se fosse diferente.
4º) Em dia de pesca magra, Pescador de Ilusões recolhe a rede cedo. Nenhum sonho, nem música ou poesia. E torcer pra Deus dar bom tempo amanhã.
5º) Na fauna diversificada da quadra de esportes os alunos convivem com um casal de quero quero e os quatro filhotes. Rasantes e gritaria.
6º) Um conto com toques contados: Toc, Toc. _ Quem toca? _ Nem te conto. _Se toca, não quero contato. Vá, leva tua vida que a minha vou tocando!
7º) Aos 2 anos o passado do verbo é conjugado conforme a lógica: _Isabela você tem que ir pra escola. A resposta: _Não mamãe já iu!
8º)Ultrapassando os limites do twitter, da rodovia e dos decibéis,o corpo gira 180°. Dançando e girando. À girar só (rindo). Que maravilha!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Allan Vidigal: Ton-sur-ton
As cores me atraem!
Quando quero desejar uma boa dia a alguém desejo um dia colorido.
Hoje estava me sentido descolorida até encontrar casualmente este poema de Allan Vidigal: Ton-sur-ton e descobri poesia em tons de cinza.
Quando quero desejar uma boa dia a alguém desejo um dia colorido.
Hoje estava me sentido descolorida até encontrar casualmente este poema de Allan Vidigal: Ton-sur-ton e descobri poesia em tons de cinza.
Leitura empacada
Enfim terminei de ler "Médico de Homens e de Almas".
Apesar do livro ser bom a leitura estava tão empacada, que devo ter demorado uns 2 meses pra terminar. Credite-se a isto quase 700 páginas, falta de tempo crônica com o acúmulo de atividades no último bimestre letivo e uma leitura arrastada pela detalhes insuportáveis em algumas páginas.
Pra aliviar dividi minhas horas de leitura com outros livros, coisa que geralmente não gosto de fazer.
Quando me cansava daquela leitura arrastada, me divertia lendo crônicas e poemas como:
TEMPO DE DESCABELAR & OUTRAS CRÔNICAS CABELUDAS de Rita Espeschit
POESIA COMPLETA de Ferreira Gullar
POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS de Cora Coralina.
Pensando bem não foi tão empacada assim, já que no final, além da história de Lucas o Evangelista, li preciosidades como estas:
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Ferreira Gullar
RESSALVA
Este livro foi escrito
por uma mulher
que no tarde da Vida
recria e poetiza sua própria
Vida.
Este livro
foi escrito por uma mulher
que fez a escalada da
Montanha da Vida
removendo pedras
e plantando flores.
Este livro:
Versos… Não
Poesia… Não
um modo diferente de contar velhas estórias.
CORA CORALINA
Apesar do livro ser bom a leitura estava tão empacada, que devo ter demorado uns 2 meses pra terminar. Credite-se a isto quase 700 páginas, falta de tempo crônica com o acúmulo de atividades no último bimestre letivo e uma leitura arrastada pela detalhes insuportáveis em algumas páginas.
Pra aliviar dividi minhas horas de leitura com outros livros, coisa que geralmente não gosto de fazer.
Quando me cansava daquela leitura arrastada, me divertia lendo crônicas e poemas como:
TEMPO DE DESCABELAR & OUTRAS CRÔNICAS CABELUDAS de Rita Espeschit
POESIA COMPLETA de Ferreira Gullar
POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS de Cora Coralina.
Pensando bem não foi tão empacada assim, já que no final, além da história de Lucas o Evangelista, li preciosidades como estas:
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Ferreira Gullar
RESSALVA
Este livro foi escrito
por uma mulher
que no tarde da Vida
recria e poetiza sua própria
Vida.
Este livro
foi escrito por uma mulher
que fez a escalada da
Montanha da Vida
removendo pedras
e plantando flores.
Este livro:
Versos… Não
Poesia… Não
um modo diferente de contar velhas estórias.
CORA CORALINA
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
TPM
Todos Problemas Misturados.
Tendências a Pontapés e Murros.
Temporada Proibida para Machos.
Tocou, Perguntou, Morreu.
Toda Paixão Morre.
Tire a Porra da Mão
Tente no Próximo Mês.
Tempo Para Meditação.
Totalmente Pirada e Maluca.
Tendência Para Matar
Tira as Patas Moleque.
Tenha Paciência Meu.
To Puta Mesmo .
Tô Pra Matar.
Vai encarar???
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Fuga
Era para ser um conto sobre encontros e desencontros, mas a moça fugiu da estória.
Não queria autor nenhum se metendo em sua vida. Queria ser dona da própria estória, fazer o que bem entendesse, viajar, namorar quem escolhesse. Enfim, não queria o destino traçado previamente.
Aproveitando um momento de descuido, se esgueirou entre letras e pensamentos. Quando o Autor percebeu já não estava mais lá.
Meio desapontado ele não insistiu. Deixou pra lá a estória e ficou esperando uma nova inspiração.
A moça subitamente livre, sem ter de fazer o que o Autor planejara, foi viver sua vida
Pra começar precisava de um nome. Decidiu que seria Clara.
E Clara saiu pelo mundo, conhecendo paisagens deslumbrantes, inventando roteiros para sua vida e sua viagem. Viveu dias maravilhosos sem se arrepender de ter fugido da estória.
Sem lenço nem documento, sem passado nem futuro, com o presente de presente, Clara vive sua estória de acordo com o próprio roteiro. Às vezes apaga o que viveu e re-escreve de acordo com seus interesses
De vez em quando sente uma pontinha de curiosidade em saber como teria sido o encontro planejado pelo Autor.
Sentiria saudade depois do desencontro?
Haveria re-encontro?
Sem respostas Clara acha melhor continuar vivendo a vida que tem levado. Afinal mais vale a liberdade conquistada do que a vida imaginada pelo Autor.
E o Autor, escrevendo outra estória, ás vezes se pergunta por onde tem andado a moça fujona.
Não queria autor nenhum se metendo em sua vida. Queria ser dona da própria estória, fazer o que bem entendesse, viajar, namorar quem escolhesse. Enfim, não queria o destino traçado previamente.
Aproveitando um momento de descuido, se esgueirou entre letras e pensamentos. Quando o Autor percebeu já não estava mais lá.
Meio desapontado ele não insistiu. Deixou pra lá a estória e ficou esperando uma nova inspiração.
A moça subitamente livre, sem ter de fazer o que o Autor planejara, foi viver sua vida
Pra começar precisava de um nome. Decidiu que seria Clara.
E Clara saiu pelo mundo, conhecendo paisagens deslumbrantes, inventando roteiros para sua vida e sua viagem. Viveu dias maravilhosos sem se arrepender de ter fugido da estória.
Sem lenço nem documento, sem passado nem futuro, com o presente de presente, Clara vive sua estória de acordo com o próprio roteiro. Às vezes apaga o que viveu e re-escreve de acordo com seus interesses
De vez em quando sente uma pontinha de curiosidade em saber como teria sido o encontro planejado pelo Autor.
Sentiria saudade depois do desencontro?
Haveria re-encontro?
Sem respostas Clara acha melhor continuar vivendo a vida que tem levado. Afinal mais vale a liberdade conquistada do que a vida imaginada pelo Autor.
E o Autor, escrevendo outra estória, ás vezes se pergunta por onde tem andado a moça fujona.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quase sem querer
Não é um plagio nem paródia de "Quase sem querer" de Legião Urbana.
Apenas adequando e encaixando palavras, pensamentos, sentimentos...
Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Não sou confusa, mas agora é diferente.
Não estou tranqüila e nem contente...
Desperdicei muitas chances
Mas nunca quis provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Mas eu mesma me juntei
Sempre quis achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Nem tudo é tão correto nem tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
Mas infelizmente não posso fazer nada.
Eu também já chorei.
E foi então que eu percebi
A vida continua e o show tem que continuar
Continuo me preocupando
Se eu não sei por que
continuo vendo
O que ninguém mais vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Apenas adequando e encaixando palavras, pensamentos, sentimentos...
Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Não sou confusa, mas agora é diferente.
Não estou tranqüila e nem contente...
Desperdicei muitas chances
Mas nunca quis provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Mas eu mesma me juntei
Sempre quis achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Nem tudo é tão correto nem tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
Mas infelizmente não posso fazer nada.
Eu também já chorei.
E foi então que eu percebi
A vida continua e o show tem que continuar
Continuo me preocupando
Se eu não sei por que
continuo vendo
O que ninguém mais vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
Oh! Oh! Oh! Oh!...
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