A todos os amigos reais e virtuais:
Que 2010 seja cheio de realizações pessoais e profissionais!!!!!
Seguindo a receita de ano novo de Carlos Drummond de Andrade:
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Microcontos
Contando contos em até 140 caractéres:
1º) A testemunha ocular era cega, não viu, não ouviu nem falou nada. O estrupador gabando-se da impunidade, falou demais. Padeceu do seu crime.
2º) O brilho da decoração de natal, refletidos nos olhos do menino, fazem-no esquecer da dor da fome apertando em suas tripas.
3º) No cartão postal desgastado pelo tempo, mais que lembranças de um lugar, uma ilusão momentânea do que poderia ter sido se fosse diferente.
4º) Em dia de pesca magra, Pescador de Ilusões recolhe a rede cedo. Nenhum sonho, nem música ou poesia. E torcer pra Deus dar bom tempo amanhã.
5º) Na fauna diversificada da quadra de esportes os alunos convivem com um casal de quero quero e os quatro filhotes. Rasantes e gritaria.
6º) Um conto com toques contados: Toc, Toc. _ Quem toca? _ Nem te conto. _Se toca, não quero contato. Vá, leva tua vida que a minha vou tocando!
7º) Aos 2 anos o passado do verbo é conjugado conforme a lógica: _Isabela você tem que ir pra escola. A resposta: _Não mamãe já iu!
8º)Ultrapassando os limites do twitter, da rodovia e dos decibéis,o corpo gira 180°. Dançando e girando. À girar só (rindo). Que maravilha!
1º) A testemunha ocular era cega, não viu, não ouviu nem falou nada. O estrupador gabando-se da impunidade, falou demais. Padeceu do seu crime.
2º) O brilho da decoração de natal, refletidos nos olhos do menino, fazem-no esquecer da dor da fome apertando em suas tripas.
3º) No cartão postal desgastado pelo tempo, mais que lembranças de um lugar, uma ilusão momentânea do que poderia ter sido se fosse diferente.
4º) Em dia de pesca magra, Pescador de Ilusões recolhe a rede cedo. Nenhum sonho, nem música ou poesia. E torcer pra Deus dar bom tempo amanhã.
5º) Na fauna diversificada da quadra de esportes os alunos convivem com um casal de quero quero e os quatro filhotes. Rasantes e gritaria.
6º) Um conto com toques contados: Toc, Toc. _ Quem toca? _ Nem te conto. _Se toca, não quero contato. Vá, leva tua vida que a minha vou tocando!
7º) Aos 2 anos o passado do verbo é conjugado conforme a lógica: _Isabela você tem que ir pra escola. A resposta: _Não mamãe já iu!
8º)Ultrapassando os limites do twitter, da rodovia e dos decibéis,o corpo gira 180°. Dançando e girando. À girar só (rindo). Que maravilha!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Allan Vidigal: Ton-sur-ton
As cores me atraem!
Quando quero desejar uma boa dia a alguém desejo um dia colorido.
Hoje estava me sentido descolorida até encontrar casualmente este poema de Allan Vidigal: Ton-sur-ton e descobri poesia em tons de cinza.
Quando quero desejar uma boa dia a alguém desejo um dia colorido.
Hoje estava me sentido descolorida até encontrar casualmente este poema de Allan Vidigal: Ton-sur-ton e descobri poesia em tons de cinza.
Leitura empacada
Enfim terminei de ler "Médico de Homens e de Almas".
Apesar do livro ser bom a leitura estava tão empacada, que devo ter demorado uns 2 meses pra terminar. Credite-se a isto quase 700 páginas, falta de tempo crônica com o acúmulo de atividades no último bimestre letivo e uma leitura arrastada pela detalhes insuportáveis em algumas páginas.
Pra aliviar dividi minhas horas de leitura com outros livros, coisa que geralmente não gosto de fazer.
Quando me cansava daquela leitura arrastada, me divertia lendo crônicas e poemas como:
TEMPO DE DESCABELAR & OUTRAS CRÔNICAS CABELUDAS de Rita Espeschit
POESIA COMPLETA de Ferreira Gullar
POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS de Cora Coralina.
Pensando bem não foi tão empacada assim, já que no final, além da história de Lucas o Evangelista, li preciosidades como estas:
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Ferreira Gullar
RESSALVA
Este livro foi escrito
por uma mulher
que no tarde da Vida
recria e poetiza sua própria
Vida.
Este livro
foi escrito por uma mulher
que fez a escalada da
Montanha da Vida
removendo pedras
e plantando flores.
Este livro:
Versos… Não
Poesia… Não
um modo diferente de contar velhas estórias.
CORA CORALINA
Apesar do livro ser bom a leitura estava tão empacada, que devo ter demorado uns 2 meses pra terminar. Credite-se a isto quase 700 páginas, falta de tempo crônica com o acúmulo de atividades no último bimestre letivo e uma leitura arrastada pela detalhes insuportáveis em algumas páginas.
Pra aliviar dividi minhas horas de leitura com outros livros, coisa que geralmente não gosto de fazer.
Quando me cansava daquela leitura arrastada, me divertia lendo crônicas e poemas como:
TEMPO DE DESCABELAR & OUTRAS CRÔNICAS CABELUDAS de Rita Espeschit
POESIA COMPLETA de Ferreira Gullar
POEMAS DOS BECOS DE GOIÁS de Cora Coralina.
Pensando bem não foi tão empacada assim, já que no final, além da história de Lucas o Evangelista, li preciosidades como estas:
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Ferreira Gullar
RESSALVA
Este livro foi escrito
por uma mulher
que no tarde da Vida
recria e poetiza sua própria
Vida.
Este livro
foi escrito por uma mulher
que fez a escalada da
Montanha da Vida
removendo pedras
e plantando flores.
Este livro:
Versos… Não
Poesia… Não
um modo diferente de contar velhas estórias.
CORA CORALINA
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
TPM
Todos Problemas Misturados.
Tendências a Pontapés e Murros.
Temporada Proibida para Machos.
Tocou, Perguntou, Morreu.
Toda Paixão Morre.
Tire a Porra da Mão
Tente no Próximo Mês.
Tempo Para Meditação.
Totalmente Pirada e Maluca.
Tendência Para Matar
Tira as Patas Moleque.
Tenha Paciência Meu.
To Puta Mesmo .
Tô Pra Matar.
Vai encarar???
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Fuga
Era para ser um conto sobre encontros e desencontros, mas a moça fugiu da estória.
Não queria autor nenhum se metendo em sua vida. Queria ser dona da própria estória, fazer o que bem entendesse, viajar, namorar quem escolhesse. Enfim, não queria o destino traçado previamente.
Aproveitando um momento de descuido, se esgueirou entre letras e pensamentos. Quando o Autor percebeu já não estava mais lá.
Meio desapontado ele não insistiu. Deixou pra lá a estória e ficou esperando uma nova inspiração.
A moça subitamente livre, sem ter de fazer o que o Autor planejara, foi viver sua vida
Pra começar precisava de um nome. Decidiu que seria Clara.
E Clara saiu pelo mundo, conhecendo paisagens deslumbrantes, inventando roteiros para sua vida e sua viagem. Viveu dias maravilhosos sem se arrepender de ter fugido da estória.
Sem lenço nem documento, sem passado nem futuro, com o presente de presente, Clara vive sua estória de acordo com o próprio roteiro. Às vezes apaga o que viveu e re-escreve de acordo com seus interesses
De vez em quando sente uma pontinha de curiosidade em saber como teria sido o encontro planejado pelo Autor.
Sentiria saudade depois do desencontro?
Haveria re-encontro?
Sem respostas Clara acha melhor continuar vivendo a vida que tem levado. Afinal mais vale a liberdade conquistada do que a vida imaginada pelo Autor.
E o Autor, escrevendo outra estória, ás vezes se pergunta por onde tem andado a moça fujona.
Não queria autor nenhum se metendo em sua vida. Queria ser dona da própria estória, fazer o que bem entendesse, viajar, namorar quem escolhesse. Enfim, não queria o destino traçado previamente.
Aproveitando um momento de descuido, se esgueirou entre letras e pensamentos. Quando o Autor percebeu já não estava mais lá.
Meio desapontado ele não insistiu. Deixou pra lá a estória e ficou esperando uma nova inspiração.
A moça subitamente livre, sem ter de fazer o que o Autor planejara, foi viver sua vida
Pra começar precisava de um nome. Decidiu que seria Clara.
E Clara saiu pelo mundo, conhecendo paisagens deslumbrantes, inventando roteiros para sua vida e sua viagem. Viveu dias maravilhosos sem se arrepender de ter fugido da estória.
Sem lenço nem documento, sem passado nem futuro, com o presente de presente, Clara vive sua estória de acordo com o próprio roteiro. Às vezes apaga o que viveu e re-escreve de acordo com seus interesses
De vez em quando sente uma pontinha de curiosidade em saber como teria sido o encontro planejado pelo Autor.
Sentiria saudade depois do desencontro?
Haveria re-encontro?
Sem respostas Clara acha melhor continuar vivendo a vida que tem levado. Afinal mais vale a liberdade conquistada do que a vida imaginada pelo Autor.
E o Autor, escrevendo outra estória, ás vezes se pergunta por onde tem andado a moça fujona.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quase sem querer
Não é um plagio nem paródia de "Quase sem querer" de Legião Urbana.
Apenas adequando e encaixando palavras, pensamentos, sentimentos...
Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Não sou confusa, mas agora é diferente.
Não estou tranqüila e nem contente...
Desperdicei muitas chances
Mas nunca quis provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Mas eu mesma me juntei
Sempre quis achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Nem tudo é tão correto nem tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
Mas infelizmente não posso fazer nada.
Eu também já chorei.
E foi então que eu percebi
A vida continua e o show tem que continuar
Continuo me preocupando
Se eu não sei por que
continuo vendo
O que ninguém mais vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Apenas adequando e encaixando palavras, pensamentos, sentimentos...
Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Não sou confusa, mas agora é diferente.
Não estou tranqüila e nem contente...
Desperdicei muitas chances
Mas nunca quis provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Mas eu mesma me juntei
Sempre quis achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Nem tudo é tão correto nem tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
Mas infelizmente não posso fazer nada.
Eu também já chorei.
E foi então que eu percebi
A vida continua e o show tem que continuar
Continuo me preocupando
Se eu não sei por que
continuo vendo
O que ninguém mais vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
Oh! Oh! Oh! Oh!...
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